Um apartamento moderno que conceptualiza o sonho de lar ideal.

É num bairro histórico de Manhattan (Chelsea), em Nova Iorque, que existe um apartamento que sofreu uma longa reforma, fruto do trabalho dos arquitetos do escritório Utopus. Uma obra que suplantou a crise económica dos Estados Unidos, embora após algum impasse que acabou por atrasar a entrega aos seus donos.

Este tríplex demorou dois anos a ser remodelado, divididos em duas fases: a construção e a decoração. Coube ao arquiteto Javier Robles transformar três andares independentes num só apartamento com 325 m2. Através da valorização da escada, adaptando a sua funcionalidade ao seu caráter decorativo salientado por caraterísticas esculturais, foi possível criar uma continuidade ao longo dos três pisos. A sobriedade da escadaria reflete-se nos materiais utilizados para a conceber, começando sólida, de pedra, e acabando etérea, de aço, pautando cada andar com um ambiente adequado.

Este tríplex teve como destino a morada de um casal – uma fotógrafa e um acionista de Wall Street – com duas filhas, que pretenderam uma remodelação direcionada para o conforto e “ar de casa”. A clarabóia permitiu criar a ilusão de poço de luz providenciando iluminação em todo o loft. As divisões são poucas, dando primazia ao espaço amplo e aberto, sendo possível ver através da cobertura quem entra nesta casa.

Como referido anteriormente, a cada andar é conferido um uso diferente, evidenciado pelo tipo de pavimento colocado. Assim, no primeiro andar foram estabelecidas as áreas comuns, no segundo, os quartos e, no topo, a área de festa. A equipa de arquitetos liderada por Javier Robles deu vida a este projeto de forma elegante mas sempre em concordância com o pedido do casal, proporcionando a esta família o equilíbrio de um lar aconchegante e artístico. Para chegar a este resultado final foi necessário seguir a estrutura básica planeada, que passou por integrar a cozinha num ambiente descontraído e de lazer, de modo a conjugar os gostos do casal pela arte da confeção de alimentos. Nos quartos, as linhas guias passaram pela sobriedade, ausência de cores vibrantes que acabam por despertar os sentidos, mas sim preferência pelos tons neutros, propícios ao descanso, com pequenos apontamentos em tom mais escuro, relembrando sempre o equilíbrio cromático, e muito espaço de armazenamento, através de armários embutidos e aproveitamento dos espaços verticais.

Neste loft, toda a decoração é pautada por linhas retas e sobriedade dos detalhes. A luz natural confere ao espaço uma amplitude visual que é evidenciada pelo mobiliário minimalista e pela falta de divisões demarcadas.

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